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Blog da Professora Terezinha
Graduada em Pedagogia. Pós-Graduada em Educação Pré-Escolar. Pós-Graduada em Administração Escolar. Atualmente Coordenadora Pedagógica da Educação Infantil e Ensino Fundamental I no Colégio Nossa Senhora de Lourdes, em Lavras - MG.
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

postheadericon VOLTA AS AULAS

NOSSOS PEQUENOS VOLTAM COM A CORDA TODA E 
ENCHEM DE ALEGRIA A NOSSA ESCOLA!

Iniciar as atividades de um ano letivo é sempre motivo de alegria para nós. Preparamos atividades interessantes para as primeiras semanas e as crianças foram recebidas com muito entusiasmo pelas professoras e toda equipe técnica.














domingo, 8 de fevereiro de 2015

postheadericon ÉTICA E MOCHILA ESCOLAR

Ética e Mochila Escolar

"É quando o discípulo está pronto que o mestre aparece." 
É um velho ditado hindu. Muitas vezes o mestre não é uma pessoa, mas um episódio do cotidiano. A Psicologia Educacional está presente nos pequenos atos, que podem passar despercebidos.

Venha comigo observar, à porta de uma escola qualquer, a hora da chegada das crianças com as respectivas mães. Observe: quem carrega a mochila escolar? Na maioria das vezes é a mãe. Essa mãe, por hipersolicitude e num gesto de amor, carrega a mochila do filho para poupá-lo desse esforço. Há mãe exagerada: leva três mochilas nas costas, segura ou carrega o filho menor, enquanto vai cuidando para que os outros filhos não fiquem se matando pelo caminho.

E, quando chegam ao portão da escola, o que acontece?

O filho foge para dentro da escola, e a mãe tem de correr atrás dele para entregar-lhe a mochila e, já com os lábios estendidos, dar-lhe um beijinho de despedida...

Por que um filho, nessa despedida, não beija sua mãe?

Qualquer ser humano, ao se separar de alguém, pelo menos por educação, se despede. Portanto, se um filho não beija sua mãe é porque não usufruiu prazerosamente sua companhia. Significa também que o filho não reconheceu a ajuda que a mãe lhe deu.

Ajudar é muito nobre e um gesto de amor, ao qual mãe nenhuma se furta. Mas, se não ficar claro que a mãe o está ajudando, o filho pode entender que é responsabilidade dela carregar sua mochila. Assim se perpetua que quem vai à escola é ele, mas quem deve carregar a mochila é a mãe.

Para que carregar sua mochila se, até então, isso é obrigação da mãe? Essa é uma das melhores maneiras de um filho não adquirir responsabilidade pela própria vida. Mas o pior é quando o filho acredita que é obrigação dos pais carregar as "mochilas da vida" e que a ele só cabe viver o prazer. O filho se deforma, transformando-se em "folgado", enquanto os pais se "sufocam".

Assim vai se organizando uma falta de ética em que o respeito a quem o ajuda passa a não existir; e a responsabilidade pelos próprios compromissos, a se diluir. Quem não respeita a própria mãe não tem por que respeitar outras pessoas: pai, professores, autoridades sociais ou qualquer ser vivente, seja mendigo, seja índio... Quem não se responsabiliza pelos próprios atos não tem por que se preocupar com o que faz ou deixa de fazer... Tudo isso pode ocorrer se carregar a mochila do filho for extensão social do que a mãe faz dentro de casa, isto é, se ela carrega também a casa toda...

Carregar a mochila do filho é um erro de amor. Cometido por amor, pode ser até aceitável, mas não se justifica. O maior amor é criá-lo e educá-lo para a vida. E a vida exige qualidade, ética, liberdade e responsabilidade. Ainda bem que nossa psique é plástica, e os comportamentos podem ser mudados a qualquer momento, desde que estejamos realmente mobilizados para isso.

Na primeira oportunidade, essa mãe deveria fazer o esforço sobrematerno, que é maior que o sobre-humano, para não carregar a mochila do filho. Vai ser uma briga interna muito grande contra a sensação de estar sendo má, incompetente e omissa... Mas a mãe tem de saber que o que sempre fez, pensando estar ajudando, na realidade prejudicou o filho e acreditar que pode mudar. Portanto, essa mudança de atitude tem a finalidade de educar saudavelmente o filho, porque só o amor não é suficiente para uma boa educação.

O filho tem de sentir todo o peso de sua mochila. Cabe à mãe oferecer ajuda. Se ele, por birra, já que nunca carregou peso algum, recusar a ajuda, ótimo! A mãe não deve sentir-se inútil. Pelo contrário, deve usufruir o filho, que está começando a assumir a própria responsabilidade, e curtir essa felicidade. A mãe não deve incomodar-se com os olhares indignados de outras mães, querendo dizer: "Que mãe desnaturada: deixa o filho soterrado sob a mochila". A mãe precisa devolver os olhares, dizendo: "Quão cegas e submissas elas estão sendo aos próprios filhos, que logo irão chamá-las de escravas e perceber nelas já uma pontinha de inveja por alguém estar conseguindo o que elas sempre desejaram... "É bem provável que já no dia seguinte essa mãe encontre algumas parceiras para sua felicidade.

Chegará uma hora em que o próprio filho, não agüentando mais carregar a mochila, dirá, com aquele ar de súplica que desmonta qualquer coluna vertebral materna: "Manhêêê, me ajuda?". Esta é a hora sagrada que Deus arrumou para a mãe tentar reparar as falhas educativas anteriores. Portanto, não a deve perder de forma alguma. Carregar todo o peso da mochila outra vez, jamais! Mesmo que tenha de lutar com todas as forças contra o "determinismo do instinto materno". É chegada a hora de efetivamente ajudar o filho no que ele precisa. Portanto, nesse exato momento cabe à mãe abrir a mochila, que ele mesmo deve, ou deveria, ter arrumado, e deixá-lo pegar o que consegue carregar. Se ele quiser levar a mochila com menos cadernos, ótimo! Se quiser carregar alguns cadernos, ótimo também! Mesmo que seja pouco, se o filho começar a carregar alguma coisa, já é ótimo. Até agora o que ele aprendeu é que levar a mochila é obrigação da mãe. Portanto, vamos devagar, até ele reaprender que essa obrigação é dele, e a sua mãe só o está ajudando. Se, de pequenino, o filho carrega alguns cadernos, à medida que vai crescendo, pode levar mais cadernos, até chegar o dia em que conseguirá carregar toda a mochila. Educar é preparar o filho para a alegria da liberdade sem depender de ninguém para "carregar suas mochilas".

Nesse novo processo, o mais importante é que o filho, ao chegar ao portão da escola, sinta na própria pele a ajuda de sua mãe, medida e quantificada pelo peso da mochila que deixou de carregar. Nessa hora, seu coraçãozinho se enche de gratidão, e vem espontaneamente o tão desejado beijo do qual ela tanto correu atrás. É um sentimento de reconhecimento do esforço que sua mãe sempre fez e ao qual ele nunca deu valor. Esse reconhecimento dá ao filho o sinal da existência da mãe. Se existe, a mãe deve ser respeitada.

Assim, o filho, carregando a própria mochila, sendo auxiliado pela mãe nessa pesada tarefa, cria dentro de si respeito pela pessoa que o ajuda. Essa gratidão entra em seu quadro de valores e penetra fundo em seu modo de ser. Quem tem respeito à própria mãe também respeita seus semelhantes. É dessa maneira que um filho pequeno adquire a ética que vai torná-lo um cidadão na sociedade.

 Içami tiba

postheadericon E SURGEM AS MORDIDAS...

 

Surgem as mordidas... Como podemos entendê-las?
De quando em quando, dentro da dinâmica escolar, o assunto vem à tona: crianças são mordidas e pais ficam preocupados. Na tentativa de ajudar a entender essas manifestações, produzimos este texto sobre características da faixa etária, o contexto em que acontecem as mordidas e qual é a postura da Escola em relação a elas.
Até os 2 anos, a criança ainda tem na sua boca uma das grandes fontes de descobertas. Do brinquedo à pedra, passando pela chupeta, tudo ela leva à boca, para experimentar e para dela retirar sensações diversas. Chupar, morder, sugar, degustar, emitir sons, inspirar e expirar são ações que dão prazer e também pelas quais pode relacionar‑se com o mundo externo.
Os dentes que estão despontando na gengiva coçam e afligem a criança nesta fase. Outro fato a se considerar é que as crianças até três anos frustram-se com facilidade e têm pouco controle sobre seus impulsos.
No entanto, considerar somente estas características é pouco. É preciso olhar com atenção o contexto em que vive a criança. O próprio fato de ingressar na escola traz consigo vários desafios de adaptação como, por exemplo, sair de um ambiente familiar e seguro para um outro ambiente mais amplo e desconhecido. Tanto o aluno como seus pais estão à procura de uma abertura para mudanças, mas uma certa ansiedade em relação ao novo sempre aparece.
Dentro da rotina da escola, em quais momentos aparece a mordida?
Para as crianças dessa faixa etária, compartilhar ainda é difícil, já que o outro não é percebido como diferente delas próprias. O outro só existe em função de seu desejo. Na hora de disputa por algum objeto ou pela companhia de alguém, aparece o conflito seguido da sensação de perda. O desconforto deste sentimento é algo que ainda não pode ser compreendido e, na ânsia de livrar‑se dessa situação, agem rapidamente usando seu corpo. O corpo é aquilo que lhes é mais conhecido, sobre o que têm algum controle, e a boca, o foco de sua expressão. Nessa conjuntura, acontece uma mordida.
Mais raramente, pode ocorrer de alguma criança ficar muito cansada ou com sono e, também, diante deste desconforto, irritar‑se e morder.
Há, também, a mordida como manifestação de contato. Quando começam a despertar para o fato de que existem outras crianças, quando vão se conhecendo melhor e criando vínculos, aparece uma mistura de união e empurrão, beijos e abraços apertados com mordida e beliscões. Não podemos esquecer que muitos pais dão pequenas mordidas nos filhos como forma de carinho.
A reação do outro é também algo que estão explorando e experimentando. Muitas vezes são surpreendidos por essa reação por não terem a real dimensão da dor provocada. É comum assustarem‑se e chorarem junto com o outro.
Morder é sinal de agressividade?
Na maioria dos casos, não há intencionalidade ao morder, ou seja, a criança não planejou a ação. Como já foi dito, a mordida pode ter saído de um abraço apertado ou como forma de aliviar um desconforto do momento. Porém, a mordedura é a primeira pulsão agressiva das crianças e pode estar representando uma zanga, um ciúme ou uma autoafirmação. Como nessa faixa etária ainda não conseguem dosar sua força ou até seus impulsos, às vezes podem assustar os adultos.
O processo natural de desenvolvimento
Podemos entender a mordida como expressão da combatividade da criança. Combater para conseguir o que quer, usar uma força interna para conseguir algo por conta própria faz parte do desenvolvimento infantil. Com essa compreensão, cabe ao adulto mostrar as formas socialmente aceitas como alternativa para esta manifestação. Em especial, através da linguagem verbal.
Incentivar o uso da palavra para negociações ou para expressão de sentimentos, nestas ocasiões de conflitos, é instrumentalizá‑la, é ajudá‑la a despertar para a fase seguinte no tocante ao controle das emoções e do desenvolvimento da fala. “Você ficou brava com fulano porque ele pegou seu brinquedo. Diga para ele: “Estou brincando agora, te empresto depois”. Fulano está chateado porque você o mordeu. Vamos lá pedir desculpas e fazer um carinho nele”. Tudo isso faz parte de um aprendizado de cunho social que demanda certo tempo para ser internalizado pelas crianças. Dentro desta fase, quanto menor a ansiedade que gerarmos, mais tranquilamente ela passará.
No entanto, precisamos deixar claro para aquelas que mordem que esse seu ato não é positivo, que como adultos não podemos permitir que elas machuquem outras crianças. Quando for necessária uma colocação mais firme, devemos verbalizar que combater pelo que se quer não é errado, mas a forma como isto foi feito.
Como é trabalhado na Escola
Quando começam a surgir mordidas, podemos atuar individualmente e em grupo. Em termos individuais, observamos quais dificuldades as crianças estariam apresentando tanto para se relacionar, para combater, para se expressar ou até para se defender. Na hora de intervir, levamos em conta que, tanto aquele que foi mordido como o que mordeu, necessitam de nossa atenção; seja para um carinho e um consolo, seja para que o ajudemos a enxergar outras maneiras de expressar desconforto e descontentamento. “É melhor você dizer ‘eu não gostei’, ‘estou muito bravo’ ou ‘agora é a minha vez’”.
Precisamos ressaltar que o referencial do adulto é muito importante. Por causa do vínculo afetivo que o une à criança, o adulto será o modelo onde ela buscará as formas socialmente aceitáveis para negociar a posse de um objeto, a sua vez de brincar, como expressar sentimentos e desejos.
Em grupo, podemos verificar qual momento social a criança está vivendo e se está bem integrada. Conversas na hora da roda, atividades coletivas de sensibilização da boca, oportunidade para compreensão da força dos dentes, como morder alimentos resistentes são alguns dos recursos que podemos utilizar no nosso trabalho.
Também envolvidos nesta questão, temos os pais dos alunos que também precisam de acolhida. Não é fácil receber a notícia de que seu filho foi mordido, muito menos conviver com algumas marcas no seu braço. Algumas vezes chegam a perguntar: “Quem fez isto com meu filho?” Quando isso acontecer, as professoras procurarão colocar a situação de uma forma clara, porém sem citar nomes, para não expor ninguém desnecessariamente. Do outro lado, estão os pais da criança que mordeu. Eles poderão se constranger ou ficar aflitos com o acontecido. Para todos, nossos professores  e a coordenação  oferecerão apoio para ajudar a entender e a superar esta fase pela qual estão passando as crianças.
Em suma, as mordidas são manifestações que podem acontecer durante uma fase do desenvolvimento infantil. Como adultos, podemos ficar atentos ao contexto, às dificuldades e intervir sempre que necessário, mostrando opções mais adequadas para a criança se expressar ou buscar o que quer.


sexta-feira, 28 de novembro de 2014

postheadericon CONFRATERNIZAÇÃO DE NATAL

Aconteceu dia 27/11 a festa de confraternização de Natal dos professores e funcionários da escola.
Após um momento de espiritualidade, a Direção do Colégio ofereceu um delicioso jantar a toda equipe. Como sempre, as Irmãs prepararam tudo com muito carinho!